Prédio e duas casas desabam no Rio, causando 4 mortes
"Bombeiros trabalham na busca por sobreviventes "
Um prédio de três andares e duas casas desabaram no início da manhã na Rua Lauro de Araújo, na Cidade Nova, no Rio, deixando quatro pessoas mortas e quinze feridas. Entre Os mortos estão duas crianças, uma mulher em torno de 40 anos, e uma idosa. Ainda não se sabe o motivo do desabamento. A rua atingida fica na região do Sambódromo.
Eram 7h quando os primeiros pedidos de socorro começaram a chegar ao Corpo de Bombeiros Central. Moradores contam que o início do desmoronamento ocorreu no prédio, de estrutura muito antiga, que divide parede com outros imóveis antigos. A maioria dos cerca de 30 moradores das três construções ainda estava dormindo. Alguns saíam para trabalhar.
A avó de uma das vítimas, Thaís de Oliveira, de 7 anos, conta que a parede da casa da família foi destruída por escombros do prédio. 'A parede que ficava no quarto da Thaís era colada no prédio. Ela não conseguiu fugir, porque foi o primeiro local a cair. A minha nora escutou e correu para fora com o meu outro neto, de 4 anos', contou a comerciante Odair dos Santos Silva, de 69 anos. Além de Thaís, morreu Stephany, de 8 anos; Antonia Soares, de aproximadamente 40 anos; e uma idosa de nome Iara Moreira Marques.
Outra moradora da casa, Marilda Aparecida Thomas, de 45 anos, conta que foi acordada pelo barulho e que sentiu um forte cheiro de gás. 'Escutei um barulho e quando vi estava tudo esfumaçado, muita poeira e um cheiro de gás fortíssimo', contou a atendente de restaurante. Segundo vizinhos, o prédio onde teria começado o desmoronamento já dava sinais de fragilidade. 'Este prédio já estava para cair. Era cheio de infiltrações', afirmou Marilda, cuja casa ficava ao lado de um outra que exibia na fachada o ano 1912.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, disse que todas as hipóteses serão investigadas. Segundo ele, várias causas podem ter provocado o desabamento. 'Esta é uma área de residências muito simples e muito antigas. É uma região de ocupação desordenada e as estruturas podem ter sido alteradas. Além disso, pode ter ocorrido algum vazamento de gás e provocado uma explosão. A perícia é que poderá trazer explicações mais detalhadas', disse o comandante.
Os Bombeiros e a Defesa Civil do Rio continuaram a fazer o trabalho de rescaldo nos escombros durante toda a tarde de sábado.
A maioria dos socorridos foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Entre eles, permanece internada uma criança, de 3 anos. Entre as casas atingidas, havia uma oficina mecânica. Dois carros foram retirados dos escombros.