sábado, 7 de maio de 2016


Derrota de francês garante Marcelo Melo na liderança de ranking da ATP



O brasileiro Marcelo Melo garantiu neste sábado (7) a liderança do ranking individual de duplas da ATP na próxima segunda-feira (9). Isso porque o francês Nicolas Mahut caiu na semifinal do Masters 1000 de Madri e não terá como ultrapassá-lo, independentemente do resultado da partida entre Dodig/Melo contra Bopanna/Margea do outro lado da chave.
Outro resultado que viabilizou a subida do brasileiro no ranking foi a derrota do britânico Jamie Murray (líder antes do início da competição) e Bruno Soares nas oitavas de final do torneio.
Por ter caído na primeira rodada do mesmo torneio em 2015, Marcelo Melo não defendia pontos na competição, mesma situação de Mahut. Murray, por sua vez, defendia 180 pontos por ter alcançado as quartas no ano passado, mas não teve sucesso.
O ranking da ATP mostra, até este sábado, o britânico na ponta com 7.715 pontos, contra 7.410 do brasileiro e 7.310 do francês. A classificação atualizada na segunda-feira tirará pontos de Murray e dará pelo menos 360 para Melo e Mahut.
O tenista brasileiro retomará a ponta após perdê-la no último dia 21 de março. Ele havia assumido primeira posição do ranking no dia 2 de novembro de 2015, ficando nela por pouco menos de quatro meses.
NotíciasUOL
Postado por: Ygor I. Mendes

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Homenagem de Professor Emérito à Profa Dra Rosalda Cruz Nogueira Paim, na 77ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn) – ABEn 90 anos e a Construção Histórica e Política da Enfermagem



Onde: 
Universidade Federal Fluminense
Rua Dr. Celestino, nº 74Auditório Rosalda Paim, localizado na Escola de Enfermagem
Centro
Niterói - RJ
Quando: 
ter, 17/05/2016 - 10:30
Descrição: 
A direção da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC) e o Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiatria (MEP) convidam para a cerimônia de Professor Emérito à Professora Dra Rosalda Cruz Nogueira Paim (in memoriam).
Descrição:
Para a Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense o título de professora emérita outorgada à professora Dra Rosalda Paim, tem um significado muito especial, considerando a trajetória notável desta ilustre professora.

Rosalda Paim nasceu em Vila Velha, no estado do Espírito Santo, em 26 de agosto de 1928, filha de Valeriano Rodrigues da Cruz e Lindaura Evangelista da Cruz. Faleceu em 02 de junho de 2015, na cidade do Rio de Janeiro.

Rosalda Paim, mulher dedicada à família, humana, sensível, espirituosa e generosa, mostrou-se sempre firme em suas convicções e posições.

Profa Dra Rosalda Cruz Nogueira Paim graduou-se em Enfermagem pela Escola de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro, atualmente denominada Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC/UFF) (1947-1950). Concluiu o Curso de Bacharel em Pedagogia (1953-1956) e licenciou-se no mesmo curso pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal Fluminense (UFF) em 1957.

Especializou-se nas áreas de pediatria, administração hospitalar e saúde pública. Realizou Mestrado em Educação na Faculdade de Educação da UFF e doutorou-se em 1975 em Enfermagem Materno-infantil, defendendo tese de livre docência pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Nossa homenageada, desde 1958 dedicou-se a ensinar. Em 1967, foi contratada como auxiliar de ensino na cadeira de Fundamentos de Enfermagem da Escola de Enfermagem do Estado do Rio de Janeiro atual Enfermagem Aurora de Afonso Costa.

A Professora Dra Rosalda Paim, identificava a si mesma como enfermeira e tinha uma visão abrangente da saúde, característica que permeia tanto as articulações interdisciplinares de seus projetos e ações, quanto sua atitude transdisciplinar do cuidado, da sociedade e da vida.

Foi professora titular do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiatria da EEAAC da UFF, onde foi chefe de departamento (1990-1992).

No ensino, desenvolveu atividades em várias disciplinas de graduação e pós-graduação Lato sensu e Stricto sensu, destacando-se a área materno-infantil, de saúde pública e de metodologia da pesquisa.

Grande atuante nas atividades institucionais da UFF, destacando-se o Conselho Universitário (1973) representando o Centro de Ciências Médicas. Também realizou vários projetos de pesquisa e extensão.

Na pesquisa, elaborou, em 1974, a Teoria Sistêmica Ecológica Cibernética de Enfermagem, no bojo de Tese de Livre-Docência, também publicada nos livros, de sua autoria, “Metodologia Científica de Enfermagem” e em “Um Paradigma para a Enfermagem”. Entre outros trabalhos publicados, consta o livro “Problemas de Enfermagem e Terapia Centrada nas Necessidades do Paciente” e “Sistemismo Ecológico Cibernético”.

O conjunto da sua obra constitui um avanço para a saúde e para a enfermagem quando trata do sistemismo, da ecologia e da cibernética, denominados atualmente de cuidado essencial, ecológico e complexo.

Foi marcante sua atuação na extensão universitária. Destaca-se: O Programa Integrado de Saúde Materno-Infantil – PISMI - a Sala 149 (HUAP) - desenvolvido por equipe de saúde multidisciplinar; PIDAS: Programa Docente Assistencial na área da Saúde com o propósito de capacitar pessoal das diversas áreas de Saúde para atuarem nos serviços em níveis de atenção (primário, secundário e terciário); Programa Integrado de Saúde Materno-Infantil - criação do Núcleo de Atenção Primária e Educação e Saúde (NAPES) na Universidade Federal Fluminense e a Fundação da Creche, que hoje traz seu nome, localizada no centro da cidade de Niterói-RJ, atendendo às comunidades dos Morros do Arroz e da Chácara.

Suas atividades de extensão sempre estiveram imbricadas com o ensino e a pesquisa, de modo que Rosalda Paim teve um papel de destaque, na formação do enfermeiro e profissionais de saúde, na mudança de paradigma na atenção em saúde e, no processo de modernização da enfermagem brasileira.

Foi instrutora, Auxiliar de Ensino, Professor Assistente, Adjunto e Titular da UFF de 1950 a 1997, com interrupção para exercer o mandato de Deputada Estadual pelo Rio de janeiro. 

Nossa homenageada teve expressão política significativa como a primeira parlamentar enfermeira do Brasil, exerceu o mandato no período de 1983 a 1987, tendo elaborado mais de vinte leis de interesse social. Além de enfermeira, pedagoga, pesquisadora, deputada, ela foi uma personalidade visionária, militante política, defensora da saúde pública e dos cuidados de enfermagem nos diferentes ciclos da vida.

Onde estiver, Deus a abençoe, querida Professora, Amiga, Mestre maior de todos nós.

À nossa querida homenageada, todos os louros e todas as palmas.

Fonte: (Teixeira ER, Daher DV, Santana RF, Fonseca TC. Rosalda Paim: a nurse beyond her time. Online braz j nurs [periodic online]. 2012 Aug [cited 2012 sep 03]; 11(2): 408- 17. Available from:http://www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/3967

Saiba mais: Visite a página www.rosaldapaim.uff.br

UFF

Postado por: Ygor M. Iavdosciac

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Ministro do STF afasta Eduardo Cunha do mandato na Câmara

Oficial de Justiça foi à residência do presidente da Câmara pela manhã.
Decisão liminar acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, determinou o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Casa. A decisão de Teori é liminar (provisória).
Veja aqui a íntegra da decisão de Teori Zavascki.
Um oficial de Justiça foi à residência oficial do presidente da Câmara logo no início da manhã para entregar a notificação para Cunha.
O ministro Teori concedeu a liminar em ação pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em dezembro, que argumentou que Cunha estava atrapalhando as investigações da Lava Jato, na qual o deputado é réu em uma ação e investigado em vários procedimentos. Para a tarde desta quinta, está marcada uma sessão no plenário do STF para discutir outra ação sobre Cunha, apresentada pela Rede. O partido pede que Cunha seja afastado da presidência da Câmara.
Segundo o ministro, a medida visa neutralizar os riscos apontados por Janot no pedido de afastamento de Cunha. Quem assume a presidência da Câmara agora é o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Casa e aliado de Cunha.
Apesar da suspensão do mandato, Cunha mantém os direitos de parlamentar, como o foro privilegiado. Teori destacou que a Constituição assegura ao Congresso Nacional a decisão sobre a perda definitiva do cargo de um parlamentar, mesmo que ele tenha sido condenado pela Justiça sem mais direito a recursos.

Procurado pelo G1, Eduardo Cunha ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. .A assessoria de imprensa da Presidência da Câmara informou que ele recebeu a notificação.
Ao pedir o afastamento de Cunha, em dezembro, o procurador-geral apontou  motivos para afirmar que o deputado usou o cargo para "destruir provas, pressionar testemunhas, intimidar vítimas ou obstruir as investigações de qualquer modo".
Em seu despacho, Teori explica que a decisão foi tomada quase cinco meses após o pedido porque foi preciso colher a defesa de Cunha. Ponderou, no entanto, que a medida não significa um “juízo de culpa” nem como “veredicto de condenação”.
Ao final da decisão, diz que, embora o afastamento não esteja previsto especificamente na Constituição, se faz necessário neste caso específico.
“Decide-se aqui uma situação extraordinária, excepcional e, por isso, pontual e individualizada”, escreveu o ministro. Ele destacou ainda que o "imponderável legitima avanços civilizatórios" endossados pela  Justiça.
“Mesmo que não haja previsão específica, com assento constitucional, a respeito do afastamento, pela jurisdição criminal, de parlamentares do exercício de seu mandato, ou a imposição de afastamento do Presidente da Câmara dos Deputados quando o seu ocupante venha a ser processado criminalmente, está demonstrado que, no caso, ambas se fazem claramente devidas. A medida postulada é, portanto, necessária, adequada e suficiente para neutralizar os riscos descritos pelo Procurador-Geral da República”, escreveu o ministro.
Pedido de Janot
Veja quais foram os pontos listados por Janot para afastamento de Cunha:
1- Eduardo Cunha fez uso de requerimentos para pressionar pagamento de propina do empresário Júlio Camargo e o grupo Mitsui. Já havia casos de requerimento para pressionar dirigentes de empresas de petróleo
2 - Eduardo Cunha estava por trás de requerimentos e convocações feitas a fim de pressionar donos do grupo Schahin com apoio do doleiro Lúcio Funaro. Depoimentos de Salim Schahin confirmam isso. Lúcio Funaro pagou parte de carros em nome da empresa C3 Produções Artísticas, que pertence à família de Cunha
3 - Eduardo Cunha atuou para convocar a advogada Beatriz Catta Preta na CPI da Petrobras para “intimidar quem ousou contrariar seus interesses”
4 - Eduardo Cunha atuou para contratação da empresa de espionagem Kroll pela CPI da Petrobras, “empresa de investigação financeira com atuação controvertida no Brasil"
5 - Eduardo Cunha usou a CPI para convocação de parentes de Alberto Youssef, como forma de pressão
6 - Eduardo Cunha abusou do poder com a finalidade de mudar a lei impedir que um delator corrija o depoimento
7 - Eduardo Cunha mostrou que retalia quem o contraria com a demissão do diretor de informática da Câmara, Luiz Eira
8 - Eduardo Cunha usou cargo de deputado para receber vantagens indevidas para aprovar parte de medida provisória de interesse do banco BTG
9 - Eduardo Cunha fez "manobras espúrias" para evitar investigação na Câmara com obstrução da pauta com intuito de se beneficiar
10 - Eduardo Cunha fez ameaças ao deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara
11 - Eduardo Cunha teria voltado a reiterar ameaças a Fausto Pinato
OAB
Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, disse que a entidade "comemora a decisão liminar concedida pelo ministro Teori Zavaski".
"O Pleno da OAB (instância máxima de decisão da entidade, formada por 81 conselheiros, recomenda o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara desde fevereiro por entender que o deputado usa o cargo para atrapalhar o trabalho dos órgãos e instituições incumbidos de investigá-lo. O afastamento determinado pelo ministro Teori Zavascki contribui para o bom e correto funcionamento dessas instituições", afirmou Lamachia na nota.


Postado por: Ygor I. Mendes

quarta-feira, 4 de maio de 2016

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Postado por : Ygor Mendes Iavdosciac

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Apoiadores se reúnem contra cobrança de ingresso do Parque Lage
   
10/01/2016 17h20
    Rio de janeiro

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil e Rádios EBC

Rio de Janeiro - Grupo de alunos, professores, funcionários, artistas e visitantes se reúnem na EAV (Escola de Artes Visuais), no Parque Lage para discutir o futuro da escola e do parque (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro -  Os apoiadores defendem que o governo retome os pagamentos, mas discutem soluções emergenciais para a EAV e o parque, como ajuda da prefeitura Tânia Rêgo/Agência Brasil
Um grupo de alunos, professores, funcionários, artistas e visitantes do Parque Lage, no Rio de Janeiro, se reuniram hoje (10) para pensar soluções e evitar a suspensão de cursos gratuitos da Escola de Artes Visuais (EAV) que funciona no local.  A organização social privada que administra a escola colocou funcionários em aviso-prévio no mês de dezembro, e estuda cobrar entrada para o parque, por causa do atraso nos repasses do governo nos últimos sete meses.
Em uma descontraída ocupação do casarão que é sede da escola e símbolo do parque, aos pés do Corcovado, eles cozinharam, fizeram intervenções e conversaram sobre a possibilidade de a falta de recursos minar um dos principais projetos: os cursos gratuitos de arte contemporânea. Atualmente, 120 bolsistas frequentam o programa da EAV, depois de aprovados em seleção.
Cursos gratuitos
Referência nacional para as artes, os cursos gratuitos são uma forma de tornar a cultura e arte mais acessível. Desde que o programa de bolsas foi criado, professores e alunos reconhecem que o perfil de frequentadores se diversificou. “Esses cursos geram oportunidades para os alunos de fora da zona sul (área mais rica do Rio) e que não teriam condições de pagar. Temos que ampliar esses cursos em vez de reduzi-los”, disse o professor Domingos Guimarães.
Os apoiadores defendem que o governo retome os pagamentos, mas discutem soluções emergenciais para a EAV e o parque, como ajuda da prefeitura, que acaba de municipalizar hospitais estaduais em crise. Nos últimos meses, para arcar com os custos, shows e eventos foram realizados.  A cobrança de ingressos na porta é o que menos agrada.
Frequentadores do parque – que tem parquinho para crianças, gruta e trilhas para o Cristo Redentor, à disposição dos mais aventureiros – também são contra a cobrança. Para as famílias, o ingresso, que pode chegar a R$ 7, somado ao transporte tornaria o programa inacessível.
“A gente já paga as taxas e os impostos. Com o aumento das passagens, que acabaram de subir para R$ 3,80, não vai dar mais para vir“, disse Ilda Regina da Costa, que aproveitava o domingo em um piquenique entre amigos. “Minha família é grande, não tem como pagar esse valor. Eu daria preferência para a Lagoa [Rodrigo de Freitas] ou para Aterro [do Flamengo]”, declarou.
Além de caro, a cobrança de ingresso restringiria os frequentadores que passariam a ser aqueles com mais dinheiro, acrescentou Lourdes Rosa. “O parque é público, precisa ter uma solução que não restrinja a entrada. Poderia se capitalizar com doações privadas, eventos e venda de alimentos”, acredita a professora, que gosta de passar horas lendo no gramado.
Por meio, da assessoria de imprensa, o governo disse que “está sendo estudada uma solução para os repasses”, mas não informou quando regularizará os pagamentos.


Rio de Janeiro - Grupo de alunos, professores, funcionários, artistas e visitantes se reúnem no Parque de Lage para discutir o futuro da Escola de Artes Visuais e do parque (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Edição: Valéria Aguiar
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gesto de Lula e crise política favorecem Eduardo Paes para o Planalto em 2018

Jornal do Brasil ouviu interlocutores petistas, que confirmaram possibilidade




Não bastasse o fato de que todas as atenções do mundo já estão voltadas para o Rio de Janeiro, que sedia em agosto os Jogos Olímpicos, a conjuntura política é bastante favorável ao prefeito Eduardo Paes (PMDB) para que ele suceda à presidente Dilma Rousseff em 2018. Em conversa com o Jornal do Brasil, interlocutores do Partido dos Trabalhadores admitiram a possibilidade, enumerando algumas razões:
1) A mais urgente dá se em razão de o PMDB fluminense ter sido o responsável por dar fôlego ao governo federal no final de 2015. A recondução do deputado Leonardo Picciani (PMDB) à liderança da bancada na Câmara reacendeu as esperanças do Planalto de derrubar o impeachment na Casa, antes mesmo que o pedido de impedimento chegue ao Senado. A declaração confiante do ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, em entrevista à "Folha de S.Paulo" no último domingo (3), corrobora a tese de petistas ouvidos.
Prefeito é favorecido tanto por Jogos Olímpicos quanto por Lula e pela conjuntura política
Prefeito é favorecido tanto por Jogos Olímpicos quanto por Lula e pela conjuntura política
2) Vem partindo do próprio PMDB do Rio de Janeiro a tentativa de enfraquecer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), maior adversário da presidente Dilma. Nem o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, nem Eduardo Paes têm economizado nas críticas agudas e públicas a Cunha, que sofre, ainda, com o desgaste de sua imagem associada ao processo de cassação no Conselho de Ética, às denúncias no Supremo Tribunal Federal (STF) e à movimentação do próprio partido para derrubá-lo para fazer o mais rápido possível um sucessor. O PT viu com bons olhos a iniciativa peemedebista.
3) A terceira causa, ainda de acordo com lideranças petistas, tem relação direta com a crise política e com a preocupação do PT em ver uma eventual vitória do PSDB em 2018. Nesse sentido, são cada vez mais intensas as conversas entre Eduardo Paes e o ex-presidente Lula. Liderança inquestionável dentro do PT, até mesmo petistas críticos à aliança admitem que Lula tem força para direcionar o apoio do partido ao prefeito do Rio em 2018 para a Presidência da República.
>>STF dá prazo de 10 dias para Cunha apresentar defesa contra afastamento
>>Lu Alckmin usou aeronaves do governo mais do que secretários, diz jornal
>>STF impõe mais uma derrota a Cunha, após garantir posse de aliado de Picciani
4) Declarações da presidente Dilma desde 2014, quando esteve em campanha no Rio de Janeiro, demonstram total afinidade com o prefeito da cidade, inclusive como seu possível sucessor no Planalto. Paes vem sendo tratado por Dilma, em eventos públicos, como o prefeito mais apaixonado pela cidade que governa. Vale lembrar que o PT governa a maior capital do país (Fernando Haddad em São Paulo).
5) A figura de Paes é unânime em pelo menos um ponto: diante de denúncias da Lava Jato envolvendo tantos nomes em diferentes partidos e da falta de credibilidade da classe política, não paira, no entanto, nenhuma suspeita ou dúvida sobre Eduardo Paes. Sua candidatura é a chance de o PMDB mostrar ao eleitor o lado menos fisiológico do partido.
6) Eduardo Paes é um político agregador. Vem governando com Pezão e Dilma, e faz questão de aclarar isso para seus interlocutores. Credita o progresso da cidade às alianças suprapartidárias. Essa visão de que o prefeito é uma liderança forte é consenso mesmo dentro do PT.
>>'JB' antecipou caminho de Eduardo Paes rumo à presidência da República
>>Eduardo Paes pavimenta seu caminho rumo à presidência da República
7) Como se não bastasse, em entrevista ao "Valor Econômico" publicada em dezembro de 2014, Paes avisa que não vai se aposentar da política no fim do seu mandato e se coloca como "candidato natural" ao governo estadual em 2018. Defende ainda candidatura própria do PMDB à Presidência e cobra da presidente Dilma iniciativa para reunificar o partido na base governista.
Paes costura sua trajetória política com um objetivo bem maior do que o governo do Estado. O que ele realmente quer, como o JB antecipou em editorial publicado no dia 27 de março de 2012, é a presidência da República: "Permanecendo na prefeitura até 2016, com boa aprovação, [Eduardo Paes] sairia como um grande líder para se candidatar futuramente à presidência da República", escreveu o JB.
Tags: eduardo paes, Governo, Lula, planalto, PMDB, presidência, PT, república

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Conhecer para conservar: o lado ambientalista de um mecenas carioca

Por Pedro da Cunha e Menezes
Raymundo Ottoni de Castro Maya, ou simplesmente Castro Maya. Foto: Acervo Museu Castro Maya
Raymundo Ottoni de Castro Maya, ou simplesmente Castro Maya. Foto: Acervo Museu Castro Maya

Corre o ano de 2015. A cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro comemora 450 anos de sua fundação. A data é auspiciosa para recordar o nome de um de seus mais prodigiosos filhos: Raymundo de Otonni Castro Maya, que entre outras funções, em 1965, coordenou as comemorações do Quarto centenário da Cidade Maravilhosa. Não é esse lado de Castro Maya, contudo, que queremos aqui ressaltar, mas sim sua veia conservacionista.
O que hoje conhecemos por movimento ambientalista é, na verdade, a soma de várias escolas de preservação que nasceram de diferentes necessidades e anseios de conservar a natureza ao longo da História. As iniciativas mais antigas de conservação de que se tem notícia no mundo ocidental em geral visavam a assegurar recursos hídricos para as cidades romanas. Exemplo paradigmático é a Floresta de Belgrado, criada em meados do primeiro milênio em Constantinopla para proteger os mananciais da então capital do Império Romano do Leste, maior potência da época.
Mais tarde, à medida que a agricultura e a retirada de madeira para aquecimento, cozinha e construção civil foram desnudando a Europa, algumas reservas ganharam cercas para proporcionar a sobrevivência de animais de caça, esporte predileto da nobreza. Paradoxalmente, o gosto pelo abate de animais selvagens foi o que permitiu a sobrevivência de várias espécies de mamíferos na Europa. Também, em muitos países, foram decretadas regras e interdições para assegurar a preservação de árvores cujos caules fossem usados na construção naval. No Brasil, com esse objetivo, o Governo colonial protegeu diversas espécies que, em seu conjunto, acabaram por ficar conhecidas como “madeira de lei”.
"Somente no século XIX ganha força a ideia de se proteger áreas naturais para a recreação e contemplação. Seu principal defensor foi John Muir, um escocês educado nos Estados Unidos."
Outros usos como o religioso e a coleta de ervas medicinais também ajudaram a proteger nacos de terra. Em Portugal encontramos a Floresta Nacional do Buçaco, que foi replantada a partir de 1628 por monges carmelitas. O reflorestamento deu certo e a mata começou a atrair peregrinos que iam pedir as bênçãos de Deus. Para proteger o sítio sagrado, em 1643 o papa Urbano VIII decretou a excomunhão sumária de qualquer cristão flagrado impactando a reserva do Buçaco. Já em Malta, um ilhote foi declarado área protegida em 1746, para impedir a coleta descontrolada de um fungo que só crescia ali e que tinha propriedades medicinais.
Somente no século XIX ganha força a ideia de se proteger áreas naturais para a recreação e contemplação. Seu principal defensor foi John Muir, um escocês educado nos Estados Unidos. É essa corrente de pensamento a principal força por trás da criação dos parques nacionais, tipo de área protegida destinado à conservação do meio ambiente com o objetivo primordial de proporcionar o desfrute da natureza, por meio de visitas e passeios.
Raymundo Ottoni de Castro Maya é um conservacionista ligado a essa última escola de pensamento. Sua aproximação com as causas conservacionistas não vem da ciência, de atividades comerciais, nem da religião. Castro Maya desenvolveu seu amor pela natureza desde a infância, que passou na residência da família no Alto da Boa Vista, arrabalde montanhoso do Rio de Janeiro. O jardim de sua casa confundia-se com as matas da Floresta da Tijuca. Nem cerca havia a separar uma da outra. Nas suas brincadeiras de criança e aventuras da puberdade, Castro Maya não conhecia limites. Bastava andar um pouquinho e pronto: a trilha já extrapolava a propriedade e adentrava o parque.
"(...) quando o rei da Bélgica, Alberto, visitou o Rio de Janeiro em 1920, foi logo levado à Floresta da Tijuca. O mesmo sucedeu com Albert Einstein, em 1925, e com Rudyard Kippling, em 1927."
Sua juventude coincidiu com o nascimento do montanhismo no Brasil e com a revalorização das atividades esportivas entre as elites nacionais. Tinha 25 anos de idade em 1919, quando foi fundado o Centro Excursionista Brasileiro, mais antigo clube de montanhismo do país. Em seus longos passeios a pé ou a cavalo pelas matas da Tijuca, Castro Maya entrou em contato com a fina flor da juventude Fluminense, que exercia os prazeres do excursionismo, a mais nova moda da capital da República, rivalizando em popularidade com o remo e o futebol. Nesse contato foi se formando o conservacionista.
Era uma época em que a Floresta estava associada às elites que moravam na então Capital Federal. A Tijuca era a jóia da Cidade Maravilhosa, exibida com orgulho para todos os visitantes ilustres, fossem políticos, cientistas ou literatos: quando o rei da Bélgica, Alberto, visitou o Rio de Janeiro em 1920, foi logo levado à Floresta da Tijuca. O mesmo sucedeu com Albert Einstein, em 1925, e com Rudyard Kippling, em 1927, para citar apenas alguns.
Filho de uma família de intelectuais, Castro Maya se beneficiou da vasta biblioteca que seu pai mantinha em casa e que depois foi muito avolumada pelo próprio Raymundo. Leu avidamente os viajantes como John Luccock, Spix e von Martius, Rugendas, Wilhelm Theremin, o príncipe Maximiliano Wied-Neuwied, Jacques Arago e Maria Graham entre outros. Eram relatos de europeus impressionados com a exuberância da floresta tropical do Rio de Janeiro. Teciam elogios à sua incomparável beleza, seu fascinante verdor, sua inesgotável variedade de espécies. Alguns, como Luccock, já alertavam para o precoce desmatamento das matas da então capital do Império brasileiro.
Parque Nacional da Tijuca . Foto: Peterson de Almeida
Pedra da Gávea. Parque Nacional da Tijuca. Foto: Peterson de Almeida
Sua personalidade multifacetada, entretanto, não ficava por aí. Castro Maya era um atleta habilidoso. Competiu pelo Fluminense, time para o qual torcia fervorosamente, cujas cores defendeu no atletismo e onde socializou com os Guinle, os Cox, os Coelho Netto entre outros intelectuais e capitães de indústria daquele tempo. Aprendeu muito nas longas conversas e no convívio social. Por outro lado, sua paixão pelas artes o pôs em contato com gente do calibre de Cândido Portinari, José Olympio, Burle Marx, José Mindlin e Jean Manzon. Foi amigo de Roberto Marinho, com quem compartilhou os prazeres da caça submarina e da pesca desportiva, passando a ser assíduo frequentador de Arraial do Cabo.
Seja por que pertencia à elite da época, em cujas conversas e eventos sociais a questão da preservação da natureza começava a ser debatida com alguma profundidade, seja porque tinha o amor pela natureza próprio daqueles que a frequentam, Castro Maya foi aos poucos despertando sua veia conservacionista.
"Atualizado com o que havia de mais moderno na área ambiental em sua época, Castro Maya sonhava em transformar a Tijuca em um parque nacional nos moldes do que vira in loco no exterior"
Em 1934, realizou-se no Rio de Janeiro a primeira Conferência Brasileira de Proteção à Natureza, trazendo o tema para o centro da pauta nacional. Um dos maiores resultados palpáveis dessa Conferência foi a criação dos três primeiros parques nacionais do Brasil: Itatiaia, em 1937, e Serra dos Órgãos e Iguaçu, em 1939. Participou das discussões em torno da Conferência gente que frequentava os mesmos círculos que Castro Maya, como o jornalista Armando Magalhães Corrêa (que desbravou a Pedra Branca) e a bióloga Bertha Lutz (que era habituée da Serra da Bocaina). Assim como eles, Raymundo aliava erudição interdisciplinar ao prazer de frequentar as belezas naturais do Rio de Janeiro. Foi logo atraído para o debate da conservação no Brasil. Para entender melhor o que se discutia e qual era o objetivo final do manejo de unidades de conservação, passou a incluir em suas viagens ao estrangeiro extensas excursões a parques nacionais. Dedicou então alguns anos a visitas aos parques da Argentina, dos Estados Unidos e Canadá. Gostou do que viu e, em 1936, comprou a Fazenda Cachoeira Dourada em Goiás, onde fez alguns experimentos em administração de uma propriedade com a natureza em seu estado mais conservado.
Em 1938, teve a primeira oportunidade de colocar em prática o que aprendera. A convite do governo, participou da equipe que redigiu o Código de Pesca Brasileiro. A peça legal foi pioneira em exigir que novas barragens deveriam ter “obras que permitam a conservação da fauna fluvial, facilitando a passagem dos peixes” além de outros artigos de cunho conservacionista.
Em 1943, quando foi convidado para dirigir a Floresta da Tijuca, já tinha sólidos conhecimentos da gestão e do manejo de unidades de conservação, que foram postos em prática em combinação com os contatos que tinha na alta sociedade, sobretudo nas áreas política e artística, e com os recursos financeiros de seu próprio patrimônio, que ele aportou ao Parque. Portanto, não é de surpreender que o período que passou à frente de sua administração, embora tenha durado apenas cerca de três anos, tenha entrado para a história da Floresta da Tijuca.
Atualizado com o que havia de mais moderno na área ambiental em sua época, Castro Maya sonhava em transformar a Tijuca em um parque nacional nos moldes do que vira in loco no exterior, ou como ele mesmo escreveu: “uma amostra de um parque nacional [...]. Naturalmente era uma miniatura do que se poderia fazer em todo o país, aproveitando as belezas naturais e defendendo-as da “civilização que entra com o machado devastador, derrubando as matas e aproveitando o húmus da terra para pouco depois abandoná-la”[1].
"Castro Maya compartilhava a visão de John Muir de que os parques nacionais têm o objetivo primordial de manter a ligação atávica do homem com a natureza."
Para transformar a Tijuca nessa “miniatura de parque nacional”[2], Castro Maya relegou suas empresas a um segundo plano, dedicando a maior parte de seu tempo à Floresta. Emulou alguns amigos com quem convivera. De João Coelho Netto, o Preguinho, copiou a recusa de receber salário, aceitando dirigir a Floresta em troca de um cruzeiro por ano[3]. De Rockefeller, cuja amizade prezava muito, copiou o mecenato de que a história tradicional registrou principalmente a parte artística. Poucos sabem que a família Rockefeller, muitas vezes anonimamente, adquiriu e doou extensas áreas para os parques nacionais de Grand Teton, Acadia, Great Smoky Mountains, Yosemite e Shenandoa. Sem a riqueza inesgotável dos Rockefeller, mas com generosidade comparável, Castro Maya não dividiu seus esforços e dedicou-se a fazer da Tijuca um verdadeiro parque nacional.
E o fez com maestria. A Tijuca que Castro Maya nos legou é um parque nacional no sentido estrito do termo e da definição. Não é apenas uma reserva hermeticamente fechada ao público, destinada somente à pesquisa e à preservação. Castro Maya compartilhava a visão de John Muir de que os parques nacionais têm o objetivo primordial de manter a ligação atávica do homem com a natureza. Acreditava que só essa ligação poderia gerar um grupo de conservacionistas dedicados.
Sua gestão valorizou o meio ambiente na mesma medida em que investiu na infra-estrutura de ecoturismo, conforme relata em detalhes na presente obra.
Suas ideias são hoje comuns no mundo inteiro. Existe até um mantra criado para representá-las: “conhecer para conservar”. Infelizmente, contudo, mesmo no Brasil de hoje Castro Maya provavelmente ainda não seria visto com bons olhos pelos dirigentes das instituições que zelam por nossos parques onde, com poucas excessões, quase não existe infra-estrutura turística e a visitação não é prioridade.
Trilha Transcarioca. Foto: peterson de Almeida
Trilha Transcarioca. Foto: peterson de Almeida
"Seu sonho de transformar a Floresta da Tijuca em parque nacional não se realizou durante sua gestão. A exoneração de Castro Maya, entretanto, não foi capaz de ofuscar seu trabalho nem seus ideais"
Que esperar então de seus antecessores há 50 anos? Castro Maya transformou a Tijuca no parque mais bem estruturado do Brasil, o que ainda é em nossos dias. Paradoxalmente, foi essa visão moderna e bem implementada que impediu que um parque nacional de fato como era a Floresta não ganhasse o título a que fazia jus. Como mesmo relatou Castro Maya, “em vez de encontrar receptividade entre os representantes do Serviço Florestal, foi justamente ali que esbarrei em sistemática oposição”.
Seu sonho de transformar a Floresta da Tijuca em Parque Nacional não se realizou durante sua gestão. A exoneração de Castro Maya, entretanto, não foi capaz de ofuscar seu trabalho nem seus ideais. Nos anos que se seguiram, intensificou-se a pressão para que a Floresta fosse elevada à categoria de parque, o que finalmente ocorreu no centenário do reflorestamento, em 1961. Inicialmente, chamou-se Parque Nacional do Rio de Janeiro, já que, além da Tijuca, abarcava as Pedras da Gávea e Bonita, a Serra da Carioca e as chamadas florestas do Andaraí e da Covanca.
O legado do industrial para a conservação, entretanto, não se resume à sua gestão da Floresta da Tijuca, nem às suas ideias arrojadas. Em 1963, Castro Maya doou ao usufruto público sua propriedade do Açude com a mata adjacente de 151.132m². Embora essa reserva seja hoje administrada pelo Instituto Brasileiro de Museus, ela é contígua ao Parque Nacional da Tijuca ao qual se une por meio da Trilha Transcarioca.
Com efeito, não há divisória física entre a antiga residência de Castro Maya e a Floresta da Tijuca. São de fato uma só floresta pública, cuja história é comum e cujos destinos são indissociáveis. Que esse legado sirva de tributo a um dos maiores – e menos reconhecidos – conservacionistas da história do Brasil e que continue recebendo visitantes de braços abertos para ajudar a formar uma consciência ecológica conducente a que um dia finalmente, como reclamava Castro Maya, “os parques nacionais brasileiros deixem de serem áreas reservadas sem atrativos turísticos, e neles se observem medidas de defesa da fauna e da flora, cuja preservação é o motivo de sua existência”[4].

Notas:
[1] Castro Maya, Raymundo Ottoni de. 1967. A Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro: Bloch.
[2] Idem.
[3] Quando o profissionalismo foi introduzido no futebol carioca, Preguinho recusou-se a receber salário, passando a defender o Fluminense Football Club por um valor simbólico.
[4] Idem.





Castro Maya John Muir