sexta-feira, 11 de maio de 2012

Com direito a mototáxi, passeio na Rocinha encanta turistas no Rio (Postado por Lucas Pinheiro)

Uma das maiores favelas da América Latina. A frase que qualifica a Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, é a mesma que aguça a curiosidade de turistas do mundo inteiro que procuram os serviços de moradores que trabalham como guias turísticos para conhecer melhor a comunidade. Além dos passeios com jipes, onde os visitantes sobem as ladeiras da comunidade dentro do veículo, e dos chamados "walk tours" - visitas a pé à comunidade -, roteiros que incluem até os mototáxis são procurados pelos turistas.

As visitas à Rocinha começaram antes mesmo da pacificação na comunidade, em novembro do ano passado. Mesmo sob a regência do tráfico de drogas, vários turistas se interessavam por visitar a favela e conhecer a realidade dos seus becos. Casado com uma americana, Rodrigo Gordon toca a "Carioca Free Culture". Ele e a esposa, Mary Ellen, são dois dos guias turísticos que atuam nas ruas e vielas da favela da Zona Sul. Por ano, eles atendem mais de 300 visitantes.

Morador do Vidigal e com família na Rocinha, Gordon conhece cada beco da comunidade. Ele mesmo já morou anos por lá. E por conhecer bem a favela, decidiu desenvolver com a esposa a ideia dos passeios a pé pela Rocinha. Antes, porém, ele já havia trabalhado para uma empresa guiando os passeios pela comunidade. "Nossa ideia é passar uma imagem diferente da Rocinha", explica Gordon, ressaltando que não costuma lotar grupos para subir a comunidade para tornar o passeio mais interessante.

“Há pouco tempo recebemos uma família alemã: pai, mãe e filho. Antes de subir a favela, o menino perguntou por que estava entrando na Rocinha se o guia de turismo diz para não entrarem na favela. Eu tive que mudar isso”, conta o guia.

O G1 acompanhou, na semana passada, um passeio com três estrangeiros (um australiano e duas norueguesas) pela comunidade. No roteiro, subida com mototáxi, belas paisagens, visita a casas de moradores e lajes. No final do passeio, uma parada em uma lanchonete perto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade.

Logo na chegada à comunidade, o grupo de estrangeiros embarcou em mototáxis estacionados em dos acessos à favela. Segundo Gordon, essa é uma das etapas do passeio que os turistas mais gostam. "Muitos já chegam perguntando se vão subir de moto", diz. Apesar de toda a vontade de alguns de subir as ladeiras da comunidade de mototáxi, a norueguesa Marte Skurdal não estava muito confortável. “Me pareceu perigoso", disse.

Ao chegarem ao topo da Rua 1, os turistas descem das motos. Um poste com um emaranhado de fios chama atenção. "Eles ficam impressionados", conta Gordon. Em seguida, os turistas são levados até a localidade conhecida como Laboriaux, onde há visão privilegiada da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Cristo Redentor e de outros pontos turísticos tradicionais do Rio. O local também é escolhido para uma roda de bate-papo entre o casal de guias e os turistas.

Rocinha e suas lajes
Após a conversa, os visitantes seguem para a casa do "seu" Francisco, de onde apreciam do alto de sua laje uma vista panôramica da Zona Sul do Rio. "Maravilhoso", exclama Silje Griunstad, ao avistar a Praia de São Conrado. A casa de Francisco é um dos pontos de visita obrigatórios no roteiro de Gordon."Quando construí essa casa não sabia que tanta gente ia gostar disso aqui. Já veio gente do mundo inteiro aqui", se diverte Francisco Assis Filho, de 77 anos.

Depois de subir de mototáxi, os turistas precisam descer a pé pelos becos e vielas da Rocinha. O caminho, com piso completamente irregular, é um desafio. No meio do trajeto, uma parada em mais uma laje. A visão de tirar o fôlego impressionou o australiano John Holden. "Já viajei pelo mundo, mas isso aqui é a experiência mais impressionante", garante ele.

O passeio guiado ainda reserva algumas surpresas. Segundo Mary Ellen, algumas crianças tocam instrumentos e dançam nos becos para chamar a atenção dos turistas. Em troca, sempre recebem alguma gorjeta. Nas vielas também é comum encontrar moradores da Rocinha vendendo bijuterias e outros adereços. Os objetos encantam os visitantes.

Ao final do passeio, os turistas são levados até uma lanchonete onde provam açaí. "Normalmente eles gostam", comenta Mary Ellen. O local, conhecido como 24 horas, é escolhido por causa do baixo preço da comida.

Visão diferenciada
Uma das propostas do "walk tour" é mudar a ideia que o turista tem da Favela da Rocinha. E, de acordo com Gordon, é o que normalmente acontece. Durante o passeio, os turistas, segundo ele, perguntam sobre pacificação e como é a rotina da comunidade. E, ao perceber o clima de paz entre os moradores, eles não entendem por que policiais permanecem com arma em punho nos acessos à comunidade.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Após testemunha faltar, audiência de traficante Nem é adiada no Rio (Postado por Lucas Pinheiro)

Os depoimentos do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, e dos ex-líderes comunitários William de Oliveira e Alexandre Leopoldino Pereira da Silva foram adiados para segunda-feira (14), às 14h. A decisão da Justiça aconteceu após faltar uma testemunha de defesa, o delegado da Polícia Civil, Maurício Demétrio. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o delegado justificou a ausência devido à problemas de saúde.

A defesa dos três acusados argumentou que o depoimento do delegado é indispensável. Nem e os outros dois réus chegaram ao Tribunal de Justiça do Rio, na manhã desta quinta-feira (10). Eles respondem a um processo por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

Secretário depõe em audiência
No início da tarde, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, foi ouvido como testemunha de defesa na audiência dos três acusados.

Esse processo é referente ao vídeo de uma suposta negociação entre Nem e William, que aparece recebendo dinheiro suspeito de ser do tráfico de drogas e de armas.

“Desde 2003, quando trabalhava no setor de inteligência da Polícia Federal, eu tenho informações de que o Nem pertencia ao tráfico da Rocinha”, disse Beltrame.

A defesa solicitou que a secretaria falasse sobre as ameaças que William sofria na comunidade. Beltrame afirmou que recebeu emails de denúncias de William e da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), para quem o ex-líder comunitário trabalhava como assessor desde 2007.

O traficante deixou o presídio de Bangu I, na Zona Oeste, onde passou a noite, por volta das 10h15, de helicóptero. A aeronave pousou no heliponto do TJ. A audiência teve início as 14h. Segundo o TJ, Nem também deverá prestar depoimento na sexta-feira (11).

Transferência
Nem foi transferido do presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para Bangu I, na Zona Oeste do Rio, na tarde de quarta-feira (9). Segundo o  Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão responsável pela ação, o ex-chefe do tráfico de drogas na Rocinha chegou escoltado por agentes da Polícia Federal as 14h30, no Aeroporto Santos Dumont, no Centro. Ele foi levado de helicóptero da Polícia Militar para o presídio de Bangu. Os agentes da PF farão a escolta do traficante até o retorno dele para Campo Grande.

No dia 16 de janeiro, o traficante foi ouvido por oito minutos através do sistema de videoconferência, num processo da 38ª Vara Criminal em que ele responde por tráfico de drogas e associação para o tráfico, junto com outros 37 indiciados.

Porta-malas
Nem foi preso na madrugada do dia 10 de novembro de 2011, na Lagoa, Zona Sul da cidade, quando tentava fugir da Rocinha escondido no porta-malas de um carro Toyota Corolla preto. O veículo em que estava foi abordado por policiais do Batalhão de Choque que faziam uma blitz em um dos acessos à favela.

No dia anterior, os traficantes Carré, Coelho e outros suspeitos foram presos durante uma ação da Polícia Federal na Zona Sul. Entre os presos estavam três civis e dois ex-PMs, que escoltavam o bando que tentava fugir da Rocinha.

Três dias após a prisão de Nem, policiais militares, civis e federais, com o apoio de fuzileiros navais, ocuparam as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu.

No dia 19 de novembro do ano passado, Nem foi transferido do presídio de Bangu I, na Zona Oeste do Rio, para a unidade prisional em Campo Grande, com outros três traficantes: Flávio Melo dos Santos, Carré e Coelho.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sistema fora do ar livra Thor Batista de mais uma multa do Detran-RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

O empresário Thor Batista, filho de Eike Batista, se livrou de um flagrante e de mais uma multa do Detran-RJ. No domingo (6), quando a Ferrari de Thor foi apreendida durante uma blitz do departamento por estar sem a placa da frente, havia outra irregularidade com o veículo. Embora a propriedade da Ferrari vermelha tenha sido transferida para uma empresa da cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, no mês passado, o carro continuava rodando com placa traseira do Rio Janeiro.

Segundo o Detran, no dia da blitz em que o carro do jovem foi apreendido, o sistema de informática do departamento estava fora do ar e, por isso, não foi possível aplicar a multa. De acordo com a assessoria do órgão, esse tipo de multa não pode ser aplicada posteriormente, só em flagrante.

Procurado pelo G1, o Detran-RJ informou que caso de Thor se enquadra no artigo 221 do Código Nacional de Trânsito: "Portar no veículo placas de identificação em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN". A infração é considerada como média e prevê o pagamento de multa. Segundo a  assessoria do órgão, a multa para esse tipo de irregularidade é de R$ 85,13, além de receber 4 pontos na carteira.

Ferrari permanece em depósito
Até às 10h30 desta quarta, a Ferrari de Thor permanecia no depósito no pátio do Detran em Curicica, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Detran, para retirar o veículo é preciso que um procurador da empresa para o qual o veículo foi transferido tome as medidas necessárias, ou seja, pague os débitos (multas e diárias) e se apresente nessa condição de procurador no depósito de Curicica. Ainda de acordo com o Detran, o carro deverá ser retirado do depósito por meio de reboque, pois, no momento, não estará em condições legais para trafegar.

A outra maneira é retirar a Ferrari do depósito, segundo o órgão, é por meio de transferência de jurisdição, para trazê-lo de volta ao cadastro do Rio de Janeiro. Nesse caso, além das diárias e multas, o responsável terá que pagar o Duda de transferência de jurisdição, no valor de R$ 96,22.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Preso em Bangu é suspeito de mandar sequestrar a mulher no RJ (Postado por Lucas Pinheiro)

Um homem que está preso em Bangu I, na Zona Oeste do Rio, é suspeito de mandar sequestrar a própria esposa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Carlos Renato da Conceição, de 19 anos, cumpre pena por tráfico de drogas.

O suspeito teria desconfiado que era traído e mandou sequestrar a mulher, conforme o Bom Dia Rio. A vítima foi levada para a Favela do Arrastão, também em São Gonçalo, onde foi espancada e teve a cabeça raspada.

A polícia conseguiu libertar a vítima. Dois homens e uma mulher foram presos, e um menor detida.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Polícia abre inquérito para apurar uso de spray em cão, diz promotora (Postado por Lucas Pinheiro)

A Polícia Civil abriu inquérito, nesta segunda-feira (7) para apurar o flagrante do uso do spray de pimenta contra um cachorro, na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, ocorrido no sábado (5). As informações são da promotora Christiane Monnerat, da 19ª Câmara de Investigação Penal, do Ministério Público estadual. O spray foi usado por um policial militar durante patrulhamento na comunidade.

Por considerar que o policial militar tinha outras formas de se proteger e que ficou caracterizado que houve maus tratos ao bicho, a promotora Christiane Monnerat fez questão de pedir a instauração do inquérito. Crimes de maus tratos a animais, por serem de menor potencial ofensivo, segundo ela, costumam ser analisados no Juizado Especial Criminal (Jecrim).

“Nesse caso tem um agravante, por se tratar de um policial militar, um servidor que é pago para proteger o cidadão. Um colega disse que ele usou o spray em legítima defesa para se proteger do animal que estava latindo. Mas é da natureza do cão latir, assim como é do ser humano falar. Além do mais, ele tinha outras formas de se defender sem precisar maltratar o animal. O cachorro não sabe o que está fazendo”, disse a promotora.

A pena para crimes de maus tratos, de acordo com a promotora, varia de três meses a um ano de detenção.
 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pelo Twitter, Paes defende o uso de bicicletas elétricas no Rio (Postado por Lucas Pinheiro)

O ciclista que teve a bicicleta elétrica apreendida no domingo (29), após ser parado em uma blitz da Lei Seca, ganhou em sua defesa o apoio do prefeito Eduardo Paes. Na manhã desta sexta-feira (4), Paes publicou em seu Twitter uma mensagem criticando a postura “equivocada” dos fiscais da operação e ainda garantiu que publicará um decreto na segunda-feira (7) esclarecendo as regras de utilização dessas bicicletas.

“Esse debate se as bicicletas elétricas devem ser consideradas bicicletas como as outras é completamente sem sentido. É óbvio q as elétricas devem ser consideradas como as demais e terem garantidas sua liberdade de circulação com as mesmas regras. Na segunda publicaremos decreto deixando isso claro. A cidade do Rio precisa incentivar o deslocamento por bicicletas. O fato de anteontem com a lei seca foi um fato isolado e equivocado de agentes públicos q já foram afastados pelo Estado de suas funções”, afirmou o prefeito em quatro posts publicados no microblog nesta manhã.

Apesar de multarem o ciclista no valor total de R$ 1,7 mil, um dos carros usados pelos fiscais da blitz também tinha multas, segundo o Bom Dia Rio. Seriam nove multas, de acordo com os registros da Secretaria municipal de Transporte do Rio. O carro, que estava estacionado na ciclovia durante uma blitz em Copacabana, na Zona Sul, no domingo, teria quatro multas só por excesso de velocidade, e três não foram pagas. As autoridades alegam que algumas infrações foram cometidas antes do veículo, que é alugado, ser usado na fiscalização.

Ciclista multado
Na madrugada de domingo, o cinegrafista Marcelo Toscano Bianco, de 33 anos, voltava para casa, na Rua Francisco Otaviano, em Copacabana, quando cruzou com uma blitz da Lei Seca em cima da ciclovia. Como as tendas da blitz impediam a passagem da bicicleta, ele parou para fazer imagens. Nesse momento, ele foi abordado por agentes que participavam da operação e recebeu três multas, além de 21 pontos na carteira. A multa é maior que o valor pago por Bianco na bicicleta: de segunda mão, ela custou R$ 1 mil.

A apreensão da bicicleta elétrica e a autuação do ciclista levantaram questionamento a respeito de que leis devem ser aplicadas a esse tipo de veículo. Segundo o governo do estado, o cinegrafista foi multado por se recusar a fazer o teste do bafômetro, estar sem capacete e não ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da categoria do veículo.

A legislação soberana, em todo o território nacional, para esse assunto é o Código Brasileiro de Trânsito, mas ele ainda não inclui a categoria bicicleta elétrica, nem estabelece as regras para a utilização para esse tipo de transporte. A Secretaria Especial de Governo, que coordena a Lei Seca, alegou que a aplicação das multas foi baseada em resolução do Conselho Nacional de Trânsito de 2009. Ela estabeleceu regras para as bicicletas elétricas, com potência máxima de 4 kilowatts e com velocidade máxima de 50 km/h. Esses modelos de bicicletas precisam atender às mesmas exigências dos veículos ciclomotores.

No entanto, segundo especialistas em legislação de trânsito, as multas não têm respaldo legal. “O Contran não tem competência para modificar a classificação de veículos do Código Brasileiro de Trânsito, é a lei maior. A resolução do Contran é a lei menor, prevalece então a lei maior. O princípio do código é educativo, se a sociedade não tem conhecimento das normas de trânsito, não se pode exigir o cumprimento dessas normas”, afirma o advogado Armando de Souza. Nas ruas e ciclovias da cidade, os guardas municipais cumprem a orientação de não multar os condutores de bicicletas elétricas.

A Coordenação Geral da Lei Seca decidiu afastar os responsáveis pela blitz da Lei Seca porque invadiram a ciclovia, mas manteve as multas do ciclista.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Arquiteto Oscar Niemeyer é internado no Rio (Postado por Lucas Pinheiro)

 O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, está internado nesta quarta-feira (2), no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo as primeiras informações, o estado de saúde não é grave.

Em abril de 2011, o arquiteto passou 12 dias internado também no Samaritano, por causa de uma infecção urinária.